Por Gonzaga Mota
O período da Semana Santa representa o mais significativo para reflexões, vez que é a vitória da vida sobre a morte — ressurreição de Cristo -, ou seja, do bem sobre o mal. Dentro desta linha de pensamento, é básico reconhecermos a importância dos valores espirituais sobre os materiais. Aqueles que são duradouros e nos conduzirão, sem dúvida, à vida eterna. Estes são efêmeros e nem sempre nos proporcionam, apesar do aparente conforto, a alegria permanente.
Por sua vez, os sentimentos de solidariedade e amor objetivando alcançar a felicidade e o propósito da vida são fundamentais. O ódio, a falsidade, a inveja, a ambição, o orgulho, dentre outros, são comportamentos incompatíveis com uma existência saudável. Já o ecumenismo, o perdão, a tolerância, a humildade e outros nos conduzem ao sentimento da generosidade. Ademais, é mediante a oração e a meditação que encontramos os estados mentais positivos e nos afastamos dos negativos. O que somos é consequência do que pensamos. O que alcançamos decorre da busca das virtudes teologais (fé, esperança e caridade), consequentemente da nossa crença em Deus.
Por outro lado, a violência em todas as suas formas – desemprego, fome, corrupção, analfabetismo etc. – leva a sociedade a um clima de perplexidade e apatia, motivando mais violência e mais injustiça. A análise destas reflexões nos faz lembrar dois grandes teólogos. Santo Agostinho: “O supérfluo dos ricos é o necessário dos pobres” e Santo Tomás de Aquino: “Há homens cuja fraqueza de inteligência não lhes permitiu ir além das coisas corpóreas”. Cristo sofreu para nos salvar. O fundamental é que sigamos os mandamentos e ensinamentos de Jesus Cristo. Não significam obrigação, mas indicam o bem e o verdadeiro caminho para a vida. A opção é nossa. Assim, durante a nossa existência, peçamos a Deus, para sempre, nos revelar o Evangelho. Dessa forma, existirão muitas flores nos jardins de nossos corações.
P.S. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” (João, 14.6).
*Professor aposentado da UFC
