Por que ser presidente?
A entrada de Cury na corrida ao Planalto em 2026 é sua primeira incursão formal na política partidária. Mas isso não significa ausência completa de posições públicas. Antes da pré-candidatura, Cury já havia se manifestado sobre o ambiente político, como na carta aberta de 2018 em que pediu paz e criticou a radicalização.
Em 2025, Cury entrou em um tema sensível da disputa política ao defender a revisão das penas do 8 de Janeiro, com menções à dosimetria aplicada a Débora Rodrigues, conhecida como “Débora do Batom”. Ao somar esse discurso à crítica ao Supremo Tribunal Federal, passou a emitir sinais que o aproximam de pautas e eleitores da direita.
O escritor afirma que entrou na disputa não por ambição de poder, mas por incômodo com o que vê no país. Na longa entrevista concedida à Itatiaia, disse que “não ama o poder” e “não precisa do poder”, mas decidiu se lançar porque enxerga um Brasil mergulhado na “era da desesperança”.
Entre os motivos que mais o mobilizam, segundo ele, estão os quase 8 milhões de jovens que não estudam nem trabalham, o avanço do isolamento emocional e o que chamou de “intoxicação digital”. Cury também cita como razões centrais o feminicídio e o sofrimento psíquico que, em sua visão, está por toda a sociedade.
Outro fator apontado pelo escritor é a preocupação com o futuro do país. Na conversa com a rádio mineira, ele diz que o Brasil perdeu o bônus demográfico e caminha para envelhecer antes de enriquecer. Cury trata isso como sinal da falta de líderes dispostos a enfrentar temas estruturais.
Fonte: Gazeta do Povo
