CNJ freia honorário de R$ 750 milhões e evita “Mega-Sena” em recuperação da Oi

 


Em cena digna de comédia jurídica, o ministro do STJ Mauro Campbell, vestindo o figurino de corregedor do CNJ, puxou o freio de mão de uma decisão natalina da juíza Simone Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio, que havia autorizado ao administrador judicial da Oi, Bruno Rezende, um presentão de Papai Noel: modestos R$ 750 milhões em honorários, equivalentes a 5% de tudo que fosse devolvido aos credores – porcentagem que a magistrada considerou “padrão de excelência”, como se estivéssemos falando de gorjeta em restaurante cinco estrelas e não de uma massa falida bilionária; Rezende fez a conta otimista de que os ativos da empresa poderiam render R$ 15 bilhões e já deve ter começado a escolher iate e ilha particular, mas Campbell, menos entusiasmado com tamanha generosidade, suspendeu a farra, mandou segurar o cheque e ainda escalou o CNJ para vigiar de perto o processo, talvez com receio de que a recuperação judicial virasse também recuperação financeira pessoal de proporções olímpicas.

Fonte: Blog do César Wagner

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